Se a convivência de séries de jogos é extremamente banal entre PS3 e Xbox 360, o mesmo não acontece com as produções que integram igualmente a consola dos gráficos de ontem e o pad de amanha: a Wii.
Se para além disso acrescentarmos o padrão de qualidade, são muito poucos os jogos que conseguem sobreviver na sua transição para a consola do canalizador.
Felizmente tenho o imenso prazer de anunciar que este Dead Space: Extraction faz parte do grupo minoritário das excelentes adaptações para à Wii e não das desastrosas tentativas de assaltar os jogadores com um produto de segunda categoria.
 Os gráficos são excelentes
O lançamento do primeiro Dead Space em 2008 inaugurou uma nova referência no mundo dos survival horrors, um jogo simplesmente brilhante que aliava monstros idosos e universo de ciência ficção dentro daquilo que poderíamos considerar como uma junção de “Alien” e um filme de Zombie (que os fãs me perdoem por esta definição).
Enquanto os fãs do universo do jogo esperam ansiosamente a chegada de Dead Space 2, a EA decidiu surpreendentemente expandir o seu universo num novo episódio exclusivo para a Wii. Raiva e desespero para os fãs alérgicos à consola e a sua ode ao casual gaming, perplexidade dos que apenas possuem a Wii, os verdadeiros vencedores são aqueles que (como eu) cultivam o pluralismo na sua “orientação videolúdica” e que podem completar o seu primeiro Dead Space com uma excelente “prequel” ao primeiro episódio.
A história deste Dead Space: Extraction regressa então às origens do primeiro jogo, dando ao jogador a possibilidade de reviver os dias que iniciaram a progressiva destruição de mais de metade da humanidade.
Na sua introdução (parte que serve de tutorial) incarnamos um mineiro que trabalha numa colónia chamada Aegis VII. O grupo de homens encontrou nas suas escavações ao planeta uma misteriosa pedra vermelha de origem extraterrestre, ao tentar extraí-la, a pedra activa-se e a sua “ maldição” apodera-se da população da base mergulhando toda a gente numa demência assassina. A nossa personagem, na sua tentativa de sobrevivência, é condenada à morte por uma força a qual ele não pode escapar.
Este elemento dramático inicia brilhantemente a continuação do jogo, onde controlamos desta vez Nathan McNeill, um polícia que investiga a chacina que decorreu na mina. O Nathan não tarde em descobrir a terrível verdade quando os cadáveres recolhidos pela polícia ressuscitam zombificados e atacam violentamente a população da colónia. Esse processo de mutação é o primeiro passo para uma progressiva deformação dos cadáveres que se transformam progressivamente na imagem dos já conhecidos “Necromorphes”. Neste contexto apocalíptico, acompanhamos o Nathan que, conjuntamente com outros sobreviventes, intenta escapar do planeta dirigindo-se até a nave espacial “Ishimura”… Os que já jogaram ao primeiro Dead Space podem imaginar o resto.
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