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Independentemente da escolha da sua personagem ou do seu “karma”, o jogo segue um mesmo fio condutor que leva a nossa personagem a juntar-se aos “Grey Warden”, uma milícia de temíveis guerreiros que juraram abdicar das suas vidas para se dedicarem à luta contra as forças do mal.
No decorrer do jogo seremos levados ainda a ter um papel decisivo na luta contra a Blight, unindo as raças e reinos das terras de Ferelden para juntos derrotar o mal de uma vez por todas.
Os leitores mais atentos não terão demorado a criar um paralelismo com a história do Senhor dos Anéis.
Raças divididas, populações paralisadas pelo medo, um inimigo maléfico que parece impossível de derrotar; as semelhanças com a saga de Tolkien não contribuem para dar ao jogo um guião muito original. Por outro lado, essa situação não prejudica a qualidade da narração que no decorrer da aventura proporciona momentos de grande emoção, surpresas, diálogos de qualidade e personagens emocionalmente complexas.
Infelizmente, e como é explícito na minha apresentação, a nossa capacidade de interagir com os elementos principais é muito limitada. Independentemente de ser um bom samaritano ou um autêntico “filho da p*ta” teremos inevitavelmente de seguir os passos que nos guiarão para a salvação do nosso universo.
Se o Baldur’s Gate não permitia igualmente uma liberdade sem limites, apresentar esta limitação nos dias de hoje não contribui para revitalizar o género.
 Personalização um pouco limitada
Os fãs de BG ficarão certamente desiludidos com a criação de personagens. O jogador pode escolher entre as três raças do reino: Humano, Elfo ou Anão. No BG podíamos escolher entre 6 raças que incluíam mestiços como Elfo-Humano. Em Dragon Age temos três classes disponíveis: Rogue, Guerreiro e Mago, algo que normalmente é reduzido para dois em função da raça da nossa personagem. Essa mesma redução irá depois por sua vez reduzir o número dos nossos 4 guiões para 2 que incluem conteúdos como origens nobres ou pobres da nossa personagem.
Se as três classes de personagens podem dar lugar a três possíveis especializações ao nível 7, o contraste com as vinte e tais classes de BG e o seu leque de multi-disciplinas podem deixar muitos perplexos perante uma evolução que decresce ao lugar de crescer.
Perante essa situação, a Bioware pretextou que essa limitação se devia ao facto de o jogo ser fortemente condicionado pela origem do jogador, algo que limitava tecnicamente o leque possível de combinações… Como já referi ao mencionar o lado linear do guião, eu não partilho totalmente essa opinião.
Em termos de estatísticas, é-nos possível distribuir os pontos da nossa personagem em termos de constituição com os já clássicos força, constituição, “dexterity”… Por outro lado, a nossa árvore de competência é dividida entre capacidades relacionadas com o nosso estilo de combate e profissão, e outras ligadas apenas a uma faculdade mais pessoal como a nossa capacidade comunicativa, talento para roubar, preparar remédios…
Em termos de personalização do físico, o editor de personagens é bastante complexo. É possível alterar muitas partes do rosto, podemos ornamentar o rosto com tatuagens e cortes de cabelo variados embora relativamente limitadas.
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| Pontuação LusoGamer |
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| Login ou Registo necessário! |
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