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por Matthieu Rego Wii
Este Dragon Ball copia a base de gameplay de Klonoa, que para além da deslocação em cima de diversas plataformas, utiliza um sistema de “pegas” voadoras que se pegam automaticamente com um sistema de “lock” que permitem ao jogador evoluir no espaço numa sucessão onde o timing é essencial para evitar os vários obstáculos que giram a volta dessas pegas. Se no Klonoa este sistema é uma delícia, em Dragon Ball é um pesadelo. O lado divertido do sistema é aqui completamente apagado pelo terrível level design que coloca obstáculos e armadilhas em zonas quase impossíveis de evitar ou então não as colocando tirando qualquer interesse a essas fases.

Neste aspecto, a jogabilidade sofre de uma personagem com uma potência muito fraca que torna a abordagem das plataformas desagradáveis e as fases de “pegas” muito aproximativas.

Os levels são muito lineares apesar da densidade de perspectivas que aparece no ecrã e que vem provocar o nosso desejo de exploração. Um desejo que o jogo pretende saciar com uma série de objectos escondidos que podem desbloquear personagens ou objectos para coleccionar. Infelizmente o level design sem sabor não dá vontade ao jogador de se perder nos níveis, mas sim de encontrar a saída mais próxima para encontrar o Boss.

Os gráficos em cell shading são aceitáveis e transmitem a sessão de desenho que a técnica já nos habituou. O aliasing é talvez demasiado visível mas nada de vergonhoso comparado com aquilo que se faz habitualmente na Wii e Ps2.

A parte beat them all do título alterna entre as fases de exploração dos níveis e os boss. Os inimigos encontrados na progressão dos níveis não representam qualquer interesse pois os inimigos são demasiado fáceis de derrotar, apáticos, são sacos de porrada com pernas que acabam por ser apenas uma formalidade.

Os Boss, são claramente mais interessantes e representam na minha opinião o interesse principal do jogo. Temos a oportunidade de lutar contra as figuras emblemáticas da saga numa receita já conhecida mas sempre eficaz em que cada Boss possui a sua estratégia de combate que o jogador deve memorizar de forma a antecipar o inimigo e ganhar o combate. Este aspecto é porém assombrado por uma relativa facilidade dos Boss, que se tornam ridículos perante o devastador kamehameha, um trunfo na manga do jogador que é melhor evitar para não tirar o pouco prazer dos combates contra os Boss que não resistem a tal batota.

A jogabilidade é com efeito um problema. Extremamente repetitivos, os poucos golpes do Sangoku tornam os combates monótonos e uma autêntica ameaça à esperança de vida do Botão A do nosso wiimote. O Sangoku utiliza o seu pau e os seus punhos numa sucessão indistinta de golpes, em que o único prazer consiste em realizar air combos ou atordoar os inimigos, infelizmente esse golpes são demasiado fáceis de executar e perdem muito depressa o seu interesse. O Kamehameha como já referi, é uma autêntica batota, associado a uma barra de energia, uma simples pressão na cruz direccional lança uma autêntica bomba nuclear que devora a barra de energia dos mais ferozes inimigos e que dá ao jogador a sessão amarga de ter accionado um cheat code.
 

1 Comentários Ver os comentários no fórum >>
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#1 ZeN۞360 11 meses atrás
0
Boa review! bem me pareceu que este Dragon ball ia ser mais do mesmo...
 
 
Dragon Ball: Revenge of King Piccolo
Namco Bandai
Plataformas
Lançamento: 2009-10-30
Imagens na Galeria: 16
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