
O anúncio de um novo jogo de luta “cross-over” em 2D, suscitou um grande entusiasmo na comunidade dos nostálgicos do combate em “scrolling horizontal”. Com efeito, o tempo foi cruel para os artistas do “ultra-combo,” que viram ao longo dos anos a extinção progressiva do seu género de predilecção. A Capcom, consciente da profunda nostalgia dos jogadores da velha escola, resolveu recuperar os cânones da luta “old-school” num jogo que apresenta os ícones da sua própria história, e os coloque frente aos heróis de um mítico estúdio de animação. Uma vez pronta a bomba nostálgica “made in japan”, foi necessário cerca de um ano de lutas jurídicas com todos aqueles que possuíam os direitos ocidentais das produções “Tatsunokianas”, para criar um Tastunoko Vs Capcom conforme as leis do Copyright. Será que a adição de novas personagens e de um modo online terão sido suficientes para consertar a desfiguração progressiva do jogo? É o que vamos tentar esclarecer nesta análise...
História:

Um encontro tão improvável só poderia ter sido justificado pela tradicional “falha dimensional”. Nesse aspecto, e como era de esperar, o jogo deixa pouco espaço à história e as breves cut scenes finais contentam-se em parodiar o universo das personagens. Esta falha é evidentemente derisória, sendo apenas de lamentar o desaparecimento dos vídeos finais que acompanhavam a versão japonesa. Quanto ao casting, o jogo inclui cerca de 27 personagens: 13 provenientes do universo Capcom e 14 do universo Tatsunoko. Um número superior à versão japonesa, tendo sido acrescentadas 5 personagens: Joe the Condor (Gatchaman), Tekkaman Blade (Tekkaman), Zero (Mega Man), Frank West (Dead Rising) e Yatterman-2 (Yatterman). Globalmente, esta compilação de lutadores é impecável, tendo sido efectuado uma transcrição harmoniosa de séries tão diversas como Onimusha, Yatterman, Lost Planet ou Hurricane Polymar.
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