Gráficos:
Apesar de o jogo ter uma mecânica em “scrolling 2D”, a Capcom optou por um rendido gráfico em três dimensões. Conseguido, o visual das personagens respeita o lado “cartoon” com texturas simples e uma ponta quase indiscernível de “cell-shading”. As personagens oriundas de universos gráficos muito diversificados, foram aqui visualmente uniformizadas das mãos do mestre Shinkiro (Artista da série SNK); “cartoonizando” as personagens maduras (Ryu, Frank West…) e tornando mais realista as personagens mais caricatas. Os efeitos de luz são opulentos e caricaturam a desmedida típica do género com um rendido explosivo. Globalmente, e tendo em conta o hardware da consola, a Capcom conseguiu produzir um jogo graficamente impecável, conseguindo um dos jogos de luta mais bonitos da Wii.
Gameplay:
A essência do gameplay reside no seu “tag-team” em equipas de dois. Concretamente, a barra de vida da nossa personagem é parcialmente consumida, sendo que uma percentagem de danos assinalados a vermelho pode ser recuperada progressivamente substituindo a nossa personagem pelo seu parceiro; ou então sacrificá-la e fazer um “Baroque” que aumenta temporariamente a força da personagem. Quanto à barra de “special” da nossa equipa (os dois partilham a mesma), essa preenche-se progressivamente e permite lançar ataques especiais ou ser sacrificada para quebrar o ataque especial do nosso adversário. Convém referir que o nosso parceiro pode igualmente limitar-se a intervir no combate com um único golpe predefinido ou efectuando um “mega” ataque especial em conjunto. Simplificando, a mecânica do jogo segue aproximadamente os moldes do antigo Marvel VS Capcom, tendo embora mais ênfase nas substituições, que devido ao tamanho consequente da percentagem vermelha, exige uma troca frequente de personagem para gerir eficazmente os combates.
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