|
Quatro, número curioso... Baseado no quarto filme da saga Exterminador, Terminator Salvation não segue a história do filme homónimo, prefere antes alvejar os acontecimentos antecedentes. O jogador encarna John Connor, o líder da Resistência ao poderio tecnológico da SkyNet que ameaça seriamente o futuro da humanidade. Desde cedo, a história dá a entender que a Resistência prepara um ataque à base da Skynet com vista à recuperação de alguns homens entretanto capturados de surpresa. A emboscada reúne vários membros da resistência entre os quais se incluem Barnes, Blair Williams e a “novata” Angie Salter. O plano traçado por John Connor é decidido, mas não muito prudente. O que faria John se o assalto ao forte da Skynet implicasse perdas maiores?
O divertimento afasta qualquer princípio lógico e a pergunta fica sem resposta. A história nunca progride em algo menos simplista do que a premissa. Há que levar a emboscada até ao fim e não se pensa mais nisso! E se John Connor colocasse a voz para o microfone, que dá as boas novas aos resistentes, seria fácil adivinhar os seus ditos: “Se me estão a ouvir, fazem parte da Resistência. Agora desliguem o rádio e destruam tudo o que tenha a assinatura da Skynet”. Uma tarefa que, dada a apurada inteligência artificial inimiga, não se adivinha fácil. Numa das decisões mais acertadas, a produtora GRIN implementou um sistema de cobertura como a forma mais eficiente de abordar as várias máquinas de guerra.
Dentro da mão-cheia de inimigos, as aranhas armadas potenciam a vertente mais estratégia da jogabilidade. Esta espécie só pode ser atacada num painel colocado na parte de trás da armadura. O jogador pode distraí-la e esperar que um dos companheiros de batalha atire a contar. Esperar é a palavra certa porque, por diversas ocasiões, os nossos companheiros ficam parados a pensar, especulo eu, em como a série Exterminador ficava bem nas mãos de James Cameron. Há contudo uma solução: convidar um amigo para se alistar na guerra. O ecrã reparte-se em dois e, aí sim, a acção sobe de tom. Focarmo-nos numa das várias máquinas voadoras que povoam os céus limpos de Los Angeles (alguém falou em caos?), sabendo que as outras máquinas estão a receber o mesmo tratamento de cordialidade por parte do segundo jogador, torna o jogo mais divertido. E em caso de baixas de guerra, o divertimento não pára. O jogador que ainda ostenta as armas, pode reavivar o companheiro para mais uns tiros certeiros.
|
|
|
| Pontuação LusoGamer |
|
| Leitores (1) |
3.9 |
|
| Login ou Registo necessário! |
|
| 5 |
|
|
|