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Finalmente o LusoGamer conseguiu colocar as mãos neste título, digo isto, pois Dragon Rising esteve em produção nada mais, nada menos do que 7 (sete) anos. Uma produção extensa, demorada, mas que os seus resultados não saíram na perfeição. Quem jogou as séries Ghost Recon da Ubisoft e ficou fã, podem encontrar neste título algumas semelhanças no que toca à simulação, mas Dragon Rising vai mais longe. Aqui não há lugar para “Shoot and run”, e todos aqueles que esperam acção imediata sem respirar, então esqueçam. Se esperam um título como por exemplo o “Modern Warfare”, então já estão fora de terreno. Estamos perante uma experiencia única nas consolas, onde o mais importante é a paciência, a coordenação entre equipa, espírito de equipa e muita concentração. Um único erro poderá prejudicar a missão e seus companheiros.
Toda a acção decorre numa ilha chamada Kiska, mas que no jogo conta com um nome fictício criada pela produtora, Skira. Neste local decorre uma guerra entre China e Rússia e que envolve petróleo. Mal a fonte foi descoberta, o exército Chinês tomou a iniciativa de invadir a ilha no intuito de tomar controlo, mas a Rússia por falta de homens e armamento, decidiu pedir ajuda aos Estados Unidos e é nesse capítulo que entramos no controlo de uma personagem oriunda do United States Marine Corps (USMC). Para terem uma noção da ilha e de toda a simulação que este título nos proporciona, a área total da mesma é de 277.698 km2 e com isto quero dizer que para atravessarmos de uma ponta a outra em tempo real, demoraríamos 9 (nove) horas a pé, 4 (quatro) horas de carro, que neste caso são jipes e 20 (vinte) minutos de helicóptero. Todas estas informações são reais na versão PC, pois nas consolas a ilha não esta totalmente disponível. E como podem constatar, a paciência do jogador será fundamental, pois em várias missões, temos mesmo de andar/correr durante 2 (dois) quilómetros.
Falando nas missões que temos de enfrentar, podemos jogar em single player ou em multiplayer no modo co-op. Se na versão single player jogamos na companhia de 3 soldados controlados pela IA, totalizando 4 (quatro) soldados prontos para a guerra, na no modo multiplayer, temos a companhia de 3 soldados humanos. Para definir estratégias, o modo co-op é simplesmente brutal e se ainda foram nossos amigos, aqueles que estamos habituados a jogar ainda melhor. No total, temos 11 (onze) missões, todas elas, oferecendo experiencias diferentes, ao qual oferece uma diversão diversificada. Podemos assumir diversos papéis no terreno e em cada missão os cargos variam. Podem encarnar o papel de líder (este dá as opções e estratégia aos restantes companheiros), rifle man, medic (importante no suporte médico aos seus camaradas), combat engineer, grenadier ou machine gunner. Por falar em Medic, esta personagem é muito importante no desenrolar de toda a acção. Deve manter-se bem perto dos seus companheiros a ponto de lhes dar uma óptima assistência. O realismo é tão evidente que se formos atingidos com uma bala na perna, podemos pedir ajuda no intuito de levarmos aquela injecção milagrosa. Mas se a bola for direitinha à cabeça, então já eram… é a morte do artista.
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