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Quem não conhece hoje em dia a saga universalmente famosa de Akira Toriyama e as aventuras do seu herói Sangoku que popularizou no mundo inteiro a animação japonesa e marcou a percepção das populações, catalogando as produções japonesas como a pior inimiga dos pais e a melhor amiga das crianças.
Longa foi a caminhada do rapaz macaco desde os seus primeiros dias de infância até os seus super poderes capazes de destruir galáxias. Apesar da coabitação pacífica e aparentemente eterna de Dragon Ball e Dragon Ball Z na Sic Radical, os fãs da saga ficaram durante muito tempo divididos entre pró Dragon Ball e pró Dragon Ball Z, uns apreciando o humor e simplicidade da primeira série e os outros a “porrada” cósmica com patadas que destroem montanhas.
Essa guerra entre as duas facções não deixa mistérios sobre o vencedor da batalha dos videojogos, com inúmeras adaptações em todas as consolas, os Budokais, Tenkaichis e outros Burst limits, perpetua-se o culto de Dragon Ball Z com as suas épicas batalhas de Super Sayans.
Este Dragon Ball Revenge of King Piccolo pretende estender a mão a todos os fãs da infância de Sangoku que tiveram até agora que se contentar com versões de bolso na DS e GBA assim como uma longínqua versão NES.
Esta versão Wii introduz então o regresso à uma época de inocência, onde uma criança com cauda de macaco e força sobrehumana, de espírito castiço e coração de ouro, percorre com os seus amigos um mundo colorido povoado de dinossauros, homens cães e mulheres pássaros; a procura das bolas de cristal fonte de um poder extraordinário cobiçado por homens excêntricos de maus costumes.
O Jogo apresenta os momentos chave da aventura do Sangoku desde o seu primeiro encontro com o Red Ruban até ao seu combate com o velho Piccolo, numa sucessão de cut scenes agradáveis mas que sofrem de alguma rigidez que raramente nos arranca um sorriso, algo que desapontará os que apreciavam o humor da série.
O ambiente do jogo é porém o ponto forte deste Dragon Ball, relativamente fiel ao universo da série, com as vozes de dobragem japonesas, uma musica aceitável (apesar de não incluir os temas originais), é imersivo o suficiente para provocar alguma nostalgia aos fãs.
O jogo é uma mistura de plataformas e beat them all, num universo em scrolling à moda antiga semelhante aos antigos pandemonium e crash bandicoot ou o mais recente Klonoa.
Referencia aliás que não se limita apenas ao ângulo de câmara, mas que se aplica também no seu sistema de plataformas.
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