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O bloqueio criativo de Hollywood parece não conhecer limites quando a indústria cinematográfica faz renascer os improváveis heróis dos desenhos animados da nossa infância.
Impossível não ter ficado incrédulo quando nos anunciaram a adaptação cinematográfica dos bonecos super soldados de G.I. Joe, hino ao poderio militar americano, a riqueza do seu armamento e etnias, e acima de tudo a única gama de brinquedos que desenhava os inimigos mais carismáticos do que os heróis (Go Cobra!).
Quando as personagens que abrigava a minha caixa de brinquedos passaram ao look anos 2000 tive definitivamente a confirmação de que a época que não considerava o bigode uma ambiguidade sexual e o imperialismo americano um delírio Redneck tinha definitivamente desaparecido.
 Uma chuva de tiros
É com um olhar novo então que descobrimos este “G.I.Joe – Rise of the Cobra” versão século 21 e mais particularmente esta nova adaptação para a Wii.
Para os que não conhecem a série, os G.I.Joe são uma equipa secreta composta pela elite militar mundial e que com a ajuda do seu talento e arsenal tecnológico perseguem os inimigos da liberdade por todos os cantos do mundo, e mais particularmente os malvados terroristas da organização “Cobra”.
A aventura do jogo decorre aparentemente após os eventos do filme. Após um ataque dos Cobra ao quartel geral dos G.I Joe a maléfica Baroness escapa mais uma vez das mãos da justiça capturando ao mesmo tempo o robusto Heavy Duty e o cómico Ripcord.
O jogador terá de restaurar a ordem e perseguir os Cobra com a ajuda das 12 personagens disponíveis das quais constam os famosos Duke, Snake Eyes, Ripcord, Scarlett entre outras personagens que desbloqueamos progressivamente no decorrer da aventura, todos tendo as suas próprias forças e fraquezas em termos de velocidade, arma de fogo, explosivos, resistência…
Esta versão Wii utiliza igualmente uma mecânica “old-school” sendo um third person shooter histérico com a câmara atrás das personagens ao estilo de Contra Legacy of War na antiga PSX. Aliás falando na antiga playstation, esta versão Wii não nos relembra apenas a mecânica antiga do jogo mas igualmente a marca gráfica de uma 3D que pensávamos desaparecida.
Os gráficos claramente não utilizam o potencial da consola, os níveis são concebidos com um 3D miserável. Mas pior do que os gráficos é o ângulo de câmara insuportável, afastado das nossas personagens e da acção e incontrolável, é raro termos a possibilidade de discernir os nossos inimigos tendo de confiar no “auto-lock” que automatiza o nosso massacre. Infelizmente não poder distinguir os inimigos também significa que não podemos diferenciar o nosso inimigo de um bónus. Muitas são as vezes onde fiquei massacrando a barra de vida daquilo que era afinal de contas um extra-life, ter colocado um barra de vida nos bónus é algo simplesmente incompreensível.
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| Pontuação LusoGamer |
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6.3 |
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